Atividade pedagógica com os alunos
O trabalho foi desenvolvido com alunos da 4 ª série. Uma turma participativa, alegre e bastante comprometida.
Comecei o trabalho conversando com os alunos sobre as canções brasileiras e quem cantava estas canções. Foram citadas vários estilos e muitos cantores, Foram citados apenas cantores da atualidade.
A conversa continuou e propus a eles que fizessem uma pesquisa junto a seus familiares pais, avós e tios, os tipos de canções da juventude de cada um.
No outro dia, trouxeram para a sala de aula os mais diversos nomes de canções e seus cantores, mas não nomes que queria trabalhar. A partir das canções que trouxeram, confrontamos com as atuais. Se as conheciam ou não.
Próximo passo foi convidar os alunos para irmos para a sala de informática para realizar uma leitura. Através da tela do computador lemos “Tia Ciata e sua Casa do Encanto”. Após a leitura, ouvimos as canções do C D . Para minha surpresa os alunos demonstraram muita animação ao ouvir as canções.Diziam que não eram conhecidas, mas eram bem legais, e gostosas de ouvi-las e até dançar. ( os alunos gostam muito de dançar, acredito que ter oficina de dança que tem na escola aos sábados). Os alunos mais participativos convidaram os demais para se arriscarem em alguns passos de samba.
Solicitei aos alunos, que indicassem uma das canções ouvidas para cantarmos. A indicada foi: Pelo Telefone, de Donga e Mauro de Almeida e Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga. Utilizando as últimas faixas do C D que são instrumentais, cantamos as canções em forma de karaokê.
Pedi aos alunos que se dividissem em grupo, e cada grupo tentasse criar um novo arranjo para a canção que mais gostaram. Esta experiência em grupo não deu certo, não obteve o sucesso esperado. Então, formamos um único grupo e convidamos um professor que toca alguns instrumentos para nos ajudar. Todos juntos fomos mais felizes, e conseguimos criar um novo arranjo para a canção Abre Alas.
Em outro momento, com sucata construímos alguns instrumentos de samba que fizeram parte do arranjo. Confeccionamos uma boneca de pano que batizamos de “Tia Ceada” linda com sua saia de baiana, sua bata, seu xale e torso na cabeça.
Como na leitura falava de casas e praças que não existiam mais . Construímos um painel com fotos antigas de casas e praças de nossa cidade,(aproveitando que em uma atividade anterior visitamos alguns pontos históricos) que eram bem diferentes, e comparamos com o hoje.
Trabalhamos com as letras das canções, realizamos pesquisa sobre os compositores.
Avaliação da atividade
A participação dos alunos ao longo deste trabalho que teve a duração de uma semana, foi muito envolvente, participaram com motivação e entusiasmo. Para mim educadora, foi também muito gratificante. Aprendi junto com os alunos diferentes conhecimentos sobre a Música Popular Brasileira,e todos, alunos e professora tiveram a oportunidade de levarem para suas famílias este novo conhecimento.
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
domingo, 7 de outubro de 2007
de quem é a música?

Resgatamos através da interdisciplina de Música na escola, as músicas que marcaram nossas vidas, fazendo relações com o texto lido “De quem é a música” . Foi uma atividade muito interessante, pois além trazer a tona minhas lembranças, pude ver como essa atividades trouxe contribuições aos meus alunos ao desenvolver essa técnica com eles.
A música desperta emoções e sentimentos. Como coloca a autora do texto, a música possibilita que a mensagem do compositor da música seja passada e que o conteúdo exposto por ele torne-se “nossa própria palavra”.
Costumo escutar músicas nacionais, pois o que mais me chama atenção são as letras e mensagens de que cada música. Como não compreendo diferentes idiomas, as músicas internacionais não me chamam muita atenção, exceto aquelas que marcaram algum acontecimento de minha trajetória, tanto pessoal como profissional.
Quando criança escutava músicas regionalistas, morava com minha tia, e ela, junto aos meus primos, eram fãs do grande Vitor Mateus Teixeira, o famoso Teixeirinha. Lembro que muitas vezes acordava com o programa “Teixeirinha Amanhece Cantando” na Rádio Farroupilha de Porto Alegre. Essas músicas cantadas por ele, traziam diferentes histórias, e essas histórias pareciam-se muito reais, possibilitando nos inserir dentro dela.
Na adolescência outros ritmos foram se fazendo presente em minha vida. Comecei a freqüentar Grupos de Jovens, onde cantávamos músicas religiosas, gostava muito da música “Utopia”, ao cantar a música me remetia à idéia de família. Também tinha um grupo de amigos que moravam perto de minha casa, nós nos reuníamos aos domingos à tarde para conversar. Um dos colegas tocava violão e montávamos um pequeno coral em torno dele para cantar as músicas que faziam sucesso na época. Uma música que me trás lembranças boas dessa época é a música “Vento Negro” do atual prefeito de Porto Alegre, José Fogaça.
Mais tarde, aos 19 anos conheci um rapaz, que me convidou para dançar, tocava a música “Aline”, uma música internacional, que o cantor era., se não me engano, Christoff. Essa música marca minha vida até hoje, pois este rapaz tornou-se meu marido, pai de minhas duas filhas, e estamos juntos a 23 anos. Hoje quanto ouço essa música lembro daquele momento.
Como já escrevi e relatei na atividade presencial mais uma música tornou-se repertório do CD da minha vida, “Carinhoso” de Pixinguinha e João de Barro. Essa música era cantada desde o nascimento de minhas filhas, não é uma música tradicional de “ninar”, mas para mim tornou-se uma forma de demonstrar carinho enquanto meus bebes adormeciam. Até hoje cantamos entre nós, mãe e filhas.
Já como professora, utilizo a música em diferentes momentos. A música por mim é utilizada para auxiliar na construção de conhecimento; para descontrair, nas horas de atividade livre; na construção de desenhos, para que o aluno expresse seus sentimentos; em datas comemorativas; etc.
Realizei, após a aula presencial, a atividade com meus alunos onde eles trouxeram as músicas que marcaram sua vida e cantaram para seus colegas. A atividade rendeu além de boas risadas, momentos de reflexão através dos relatos dos alunos.
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