De fato prevalece a escola de surdos a partir de toda uma organização de ensino estruturado por ouvintes. Esta é uma realidade que precisa ser transformada. Os surdos precisam tomar a frente de sua própria história, construindo, reivindicando suas reais necessidades. As escolas têm um referencial fundamental de instigar os alunos desde a sua entrada na escola, para serem cidadãos conscientes de seu papel na sociedade, e os preconceitos limitadores desta cidadania.
Segundo Veiga-Neto, a escola será um espaço de encontro surdo, pois, além de ser ela a primeira instituição onde muitos têm a chance de conviver e de se auto identificarem com outros surdos, é também um espaço de convivência acima de qualquer suspeita.
No texto “A Máscara da Benevolência: a comunidade surda amordaçada”, de Harlan Lane, duas vias estão abertas aos lideres surdos: Trabalhar pela reforma dentro do actual sistema audista, ou desafiar esse sistema. Ao seguir a primeira via, os surdos têm o preço a pagar, pois implicitamente subscrevem a hostil definição da experiência surda como uma enfermidade. Se o sistema audista continuar a por de parte os próprios surdos, silenciar a sua narrativa e evitar a sua colaboração, teremos de esperar que os adultos surdos, sigam a via que tipicamente tem sido seguida por outras minorias lingüísticas frustradas.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Características da Linguagem e do pensamento do educando Jovem e Adulto
Ao ler o texto, “Jovens e Adultos como sujeitos de conhecimento e Aprendizagem” de Marta Kohl, tive a oportunidade de certificar que as hipóteses levantadas em minha prática pedagógica, estarem apoiadas em teorias fundamentadas.
Práticas de educação de jovens e adultos têm resultado, para seu sucesso, a necessidade de fortalecer a auto-estima e a construção da identidade dos sujeitos que dela participam. Atendendo a estas pessoas cuja experiência na educação regular foi negada ou frustrada por sucessivas reprovações e evasões, o processo de escolarização destes jovens e adultos de vê representar uma contribuição da dignidade e para a construção da cidadania crítica e participativa.
Os educandos da educação de jovens e adultos, segundo o texto, apresentam aspectos homogêneos e heterogêneos. De homogeneidade, porque agrega membros de “não crianças”, de excluídos da escola, e pertinentes a parcelas “populares” da população pouco escolarizadas e inseridas no mundo do trabalho em ocupações de baixa qualificação profissional e baixa remuneração. A heterogeneidade, no desenvolvimento de formas peculiares de construção de conhecimento e de aprendizagem, já que o funcionamento psicológico para os membros de um mesmo grupo se difere. Jovens e adultos de um mesmo grupo cultural, apresentam pensamento referido ao contexto da experiência pessoal imediata, dificuldade de operação com categorias abstratas, dificuldades de utilização de estratégias de planejamento e controle da própria atividade cognitiva. Entretanto, nesse mesmo grupo, há pessoas que não apresentam tais características.
Jovens e adultos procuram a escola inicialmente motivados pela expectativa de conseguir um emprego melhor, ou então são levados pelo desejo de elevação da auto-estima, e da melhoria de sua vida pessoal. Como por exemplo, ajudar os filhos em suas tarefas escolares. Entende-se que o maior motivo da procura da escola é a necessidade de fixação de sua identidade como ser humano e ser social.
A escola voltada para a educação de jovens e adultos, portanto, deve ser ao mesmo tempo um local de confronto de culturas e interação social.
Práticas de educação de jovens e adultos têm resultado, para seu sucesso, a necessidade de fortalecer a auto-estima e a construção da identidade dos sujeitos que dela participam. Atendendo a estas pessoas cuja experiência na educação regular foi negada ou frustrada por sucessivas reprovações e evasões, o processo de escolarização destes jovens e adultos de vê representar uma contribuição da dignidade e para a construção da cidadania crítica e participativa.
Os educandos da educação de jovens e adultos, segundo o texto, apresentam aspectos homogêneos e heterogêneos. De homogeneidade, porque agrega membros de “não crianças”, de excluídos da escola, e pertinentes a parcelas “populares” da população pouco escolarizadas e inseridas no mundo do trabalho em ocupações de baixa qualificação profissional e baixa remuneração. A heterogeneidade, no desenvolvimento de formas peculiares de construção de conhecimento e de aprendizagem, já que o funcionamento psicológico para os membros de um mesmo grupo se difere. Jovens e adultos de um mesmo grupo cultural, apresentam pensamento referido ao contexto da experiência pessoal imediata, dificuldade de operação com categorias abstratas, dificuldades de utilização de estratégias de planejamento e controle da própria atividade cognitiva. Entretanto, nesse mesmo grupo, há pessoas que não apresentam tais características.
Jovens e adultos procuram a escola inicialmente motivados pela expectativa de conseguir um emprego melhor, ou então são levados pelo desejo de elevação da auto-estima, e da melhoria de sua vida pessoal. Como por exemplo, ajudar os filhos em suas tarefas escolares. Entende-se que o maior motivo da procura da escola é a necessidade de fixação de sua identidade como ser humano e ser social.
A escola voltada para a educação de jovens e adultos, portanto, deve ser ao mesmo tempo um local de confronto de culturas e interação social.
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Educação de Jovens e Adultos no Brasil
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
O surdo e a Aprendizagem
Historicamente as pessoas surdas têm sido excluídas do espaço onde tem se efetivado a aquisição da linguagem oral e escrita daqueles que freqüentam as classes regulares.
O ser humano é dotado de diferentes funções sensoriais e através delas relaciona-se como mundo e desenvolve suas aprendizagens. Ouvir é uma dessas funções e sua privação implica a necessidade de especializar outras modalidades sensoriais para a aquisição de conhecimento, na busca de informações e estabelecimento de relações interpessoais.
Os alunos necessitam de um trabalho constante no sentido de estabelecer e aceitar uma identidade surda, buscando constantemente superação de desafios que se apresenta na escola, na família e na comunidade, assim faz-se necessário um trabalho de sensibilização, para que a comunidade conheça o surdo, quais suas necessidades e potencialidades de forma que ele possa viver, conviver, trabalhar e ser feliz.
O ser humano é dotado de diferentes funções sensoriais e através delas relaciona-se como mundo e desenvolve suas aprendizagens. Ouvir é uma dessas funções e sua privação implica a necessidade de especializar outras modalidades sensoriais para a aquisição de conhecimento, na busca de informações e estabelecimento de relações interpessoais.
Os alunos necessitam de um trabalho constante no sentido de estabelecer e aceitar uma identidade surda, buscando constantemente superação de desafios que se apresenta na escola, na família e na comunidade, assim faz-se necessário um trabalho de sensibilização, para que a comunidade conheça o surdo, quais suas necessidades e potencialidades de forma que ele possa viver, conviver, trabalhar e ser feliz.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Seu Nome é Jonas
O ser humano é dotado de diferentes funções sensoriais e através delas relaciona-se com o mundo e desenvolve suas habilidades. Ouvir é uma dessas funções e sua privação implica a necessidade de especializar outras modalidades sensoriais para aquisição de conhecimento, na busca de informações e estabelecimento de relações interpessoais.
A tarefa de reconhecer, interpretar e compreender é de extrema complexidade para quem esta privada da habilidade de ouvir. Para tanto, o visual e a experiência (atividades práticas) são instrumentos imprescindíveis na aprendizagem e precisam estar atrelados à compreensão e respeito por uma cultura especifica que emerge de uma sociedade de ouvintes.
O primeiro desafio do Jonas (menino protagonista do filme Seu Nome é Jonas) foi o preconceito vivido pela própria família, onde pelo desconhecimento do problema pela falta de um diagnóstico preciso em tempo, levou-o a ser internado em um hospital psiquiátrico por três anos. Jonas teve que conviver com o estigma de ser considerado retardado tendo sua identidade negada por anos de sua vida. Uma sociedade que culturalmente exclui o diferente, não aceitava o convívio do menino com as outras pessoas hostilizando sua presença, pois o considerava uma ameaça para outras pessoas.
Na escola onde a mãe tentou colocar Jonas não aceitava a comunicação através de sinais, queria que ele aprendesse leitura labial, o que tornava mais difícil a sua comunicação com as outras pessoas. Em muitas situações Jonas se torna agressivo por não ser compreendido. A mãe levada ao desespero por não saber como proceder para se comunicar com Jonas procurava ajudá-lo de alguma forma. Até que uma pessoa lhe convida para conhecer um clube onde se reúnem pessoas surdas. Lá eles se comunicam entre si através da língua de sinais. Então surge a solução para Jonas e ele aprende a se comunicar com outras pessoas, a ter um significado para sua existência.
Se a história de Jonas acontecesse nos dias de hoje, não seria muito diferente não, pois alguns médicos custam para dar o diagnóstico, o preconceito social ainda é muito forte e as escolas são muito resistentes a inclusão. Talvez a única diferença fosse à internação no hospital psiquiátrico.
Hoje existem algumas escolas especializadas para alunos surdos, mas não são todas pessoas que tem acesso.
A tarefa de reconhecer, interpretar e compreender é de extrema complexidade para quem esta privada da habilidade de ouvir. Para tanto, o visual e a experiência (atividades práticas) são instrumentos imprescindíveis na aprendizagem e precisam estar atrelados à compreensão e respeito por uma cultura especifica que emerge de uma sociedade de ouvintes.
O primeiro desafio do Jonas (menino protagonista do filme Seu Nome é Jonas) foi o preconceito vivido pela própria família, onde pelo desconhecimento do problema pela falta de um diagnóstico preciso em tempo, levou-o a ser internado em um hospital psiquiátrico por três anos. Jonas teve que conviver com o estigma de ser considerado retardado tendo sua identidade negada por anos de sua vida. Uma sociedade que culturalmente exclui o diferente, não aceitava o convívio do menino com as outras pessoas hostilizando sua presença, pois o considerava uma ameaça para outras pessoas.
Na escola onde a mãe tentou colocar Jonas não aceitava a comunicação através de sinais, queria que ele aprendesse leitura labial, o que tornava mais difícil a sua comunicação com as outras pessoas. Em muitas situações Jonas se torna agressivo por não ser compreendido. A mãe levada ao desespero por não saber como proceder para se comunicar com Jonas procurava ajudá-lo de alguma forma. Até que uma pessoa lhe convida para conhecer um clube onde se reúnem pessoas surdas. Lá eles se comunicam entre si através da língua de sinais. Então surge a solução para Jonas e ele aprende a se comunicar com outras pessoas, a ter um significado para sua existência.
Se a história de Jonas acontecesse nos dias de hoje, não seria muito diferente não, pois alguns médicos custam para dar o diagnóstico, o preconceito social ainda é muito forte e as escolas são muito resistentes a inclusão. Talvez a única diferença fosse à internação no hospital psiquiátrico.
Hoje existem algumas escolas especializadas para alunos surdos, mas não são todas pessoas que tem acesso.
domingo, 4 de outubro de 2009
linguagem de Sinais

Tenho em minha escola um aluno que utiliza aparelho auditivo, mas não escuta claramente, utiliza-se da leitura labial. Como esse aluno não é da minha turma, não tenho contato direto com ele. Falo com ele mais pausado para que ele possa ler meus lábios. Ele apresenta dificuldades na fala, e está iniciando no curso de libras.
Sabemos que não somos iguais. Assim, as diferenças existem e precisamos conviver com elas e aprender a respeitá-las. Como o processo de comunicação mais convencional é através da oralidade, onde o interlocutor troca informações através da fala, a comunicação com uma pessoa surda fica prejudicada.
A ferramenta utilizada, portanto, a língua de sinais, torna-se um meio para que, os surdos possam se comunicar, e para que nós, ouvintes, possamos interagir com eles. Porém, a grande maioria das pessoas não apresenta um domínio sobre essa língua.
Levando essas considerações para o espaço escolar, conseguimos nos deparar com a dificuldade que as pessoas surdas enfrentam. Como a sociedade é muito discriminadora, o que ocorre em muitos casos, é a criança ser discriminada pelos colegas, pela escola ou pela própria família, que não conseguem aceitar a deficiência.
Acredito que ser surdo é como ser um estrangeiro querendo se comunicar aqui no Brasil. A pessoa surda tem sua cultura, sua linguagem, com um vocabulário próprio, e eu como não conheço tais aspectos tenho que criar meios para poder me comunicar.
Por isso acredito na relevância dessa interdisciplina, pois o professor é preparado para atuar como uma criança normal, "a ouvinte", e acredito não estar preparada para atender as dificuldades, as inquietações de uma criança com essa cultura não conhecida até então por mim.
Para me comunicar com uma pessoa surda me sirvo das mímicas, pois não me sinto preparada para “dialogar” através da linguagem de sinais, pois conheço somente o alfabeto.
Acredito que a escola terá de adaptar-se a todas as crianças, ou melhor, a variedade humana. Não podemos continuar a defender que tem de ser a criança a adaptar-se às exigências escolares, mas sim, o contrário, a escola se apropriar das questões relevantes de seu meio social.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Currículo Integrado
Currículo Integrado
Acredito que por medo e por não ter embasamento teórico, professores acabam optando por se deter nos conteúdos de determinada área do conhecimento e enfatizando essa cultura escolar tão fragmentada que tomos. Por exemplo, o professor de matemática por achar que não tem conhecimentos sobre determinado acontecimento histórico, acaba por não trabalhar com estatísticas, problemas envolvendo o fato e a matemática, pelo constrangimento de dizer que não sabe determinado assunto. Porém trabalhar de forma interdisciplinar é trabalhar com outro, aprendendo e ensinando.
A escola deve aproveitar o que o aluno traz de casa, seus conhecimentos, vivências e interesses, de forma a agregar isso a suas práticas. Trabalhar com os interesses e o que circula na comunidade torna a aprendizagem mais significativa, possibilitando um envolvimento de todas as áreas do conhecimento, trabalhando em conjunto.
Exemplo claro disso é aproveitar a eleição da associação de moradores, um acontecimento da comunidade, para trabalhar em sala de aula. Na área de conhecimento de “Sócio história” trabalhar com como essa questão surgiu no município de Gravataí, em “Ciências matemáticas” trabalhar com número de eleitores, tabelas, gráficos, etc. e assim com as outras áreas do conhecimento.
Acredito que por medo e por não ter embasamento teórico, professores acabam optando por se deter nos conteúdos de determinada área do conhecimento e enfatizando essa cultura escolar tão fragmentada que tomos. Por exemplo, o professor de matemática por achar que não tem conhecimentos sobre determinado acontecimento histórico, acaba por não trabalhar com estatísticas, problemas envolvendo o fato e a matemática, pelo constrangimento de dizer que não sabe determinado assunto. Porém trabalhar de forma interdisciplinar é trabalhar com outro, aprendendo e ensinando.
A escola deve aproveitar o que o aluno traz de casa, seus conhecimentos, vivências e interesses, de forma a agregar isso a suas práticas. Trabalhar com os interesses e o que circula na comunidade torna a aprendizagem mais significativa, possibilitando um envolvimento de todas as áreas do conhecimento, trabalhando em conjunto.
Exemplo claro disso é aproveitar a eleição da associação de moradores, um acontecimento da comunidade, para trabalhar em sala de aula. Na área de conhecimento de “Sócio história” trabalhar com como essa questão surgiu no município de Gravataí, em “Ciências matemáticas” trabalhar com número de eleitores, tabelas, gráficos, etc. e assim com as outras áreas do conhecimento.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Letramento e a prática social
O letramento figura no meio acadêmico, apropriado pelo discurso oficial, tem chego às escolas em forma de currículo pedagógico com a preocupação de concretizar a alfabetização na sala de aula. O letramento tem sido definido como o desenvolvimento das habilidades de leitura e de escrita no contexto social, visando à inserção do sujeito na sociedade onde se faz necessário tais habilidades.
A escrita diferente da oralidade exige uma organização mental e um domínio no processo de aquisição de códigos. O letramento vai além do que a escola considera o mundo da escrita, a escola como fonte de letramento, sem a preocupação do ponto de vista social.
Conforme (Kleiman, 2006), outras agências de letramento, como a família, a igreja, a rua, os lugares de trabalho, mostram orientações de letramento muito diferentes.
Em compreensão ao texto, são apresentadas duas concepções de letramento, a concepção autônoma, que não nos permite questionar textos, exemplo a bula de remédio, que vem respaldada por instituições de prestígio, como seriam as instituições médicas e a própria tradição letrada. A concepção ideológica, afirma que as práticas letradas são determinadas pelo contexto social.
A escrita diferente da oralidade exige uma organização mental e um domínio no processo de aquisição de códigos. O letramento vai além do que a escola considera o mundo da escrita, a escola como fonte de letramento, sem a preocupação do ponto de vista social.
Conforme (Kleiman, 2006), outras agências de letramento, como a família, a igreja, a rua, os lugares de trabalho, mostram orientações de letramento muito diferentes.
Em compreensão ao texto, são apresentadas duas concepções de letramento, a concepção autônoma, que não nos permite questionar textos, exemplo a bula de remédio, que vem respaldada por instituições de prestígio, como seriam as instituições médicas e a própria tradição letrada. A concepção ideológica, afirma que as práticas letradas são determinadas pelo contexto social.
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